24 de setembro de 2009

...não sei quem ...nem se sou...


coração gelado
sem força de bater
nó engasgado
sem coragem de dizer
no peito recordações
que aquecem a nostalgia
sem permanecer
interior dilacerado
véu rasgado que não sei
um emaranhado de fios
que bem não sei de onde vem
dói aqui meu pensamento
dói a escrita
dói a leitura
tudo dói
...parceiria em que?
se o corpo já mudou...
o jeito de olhar também...
o sentimento tranformou a gene
em não sei quem
o sorriso não existe
o cabelo também não
ficou a mágoa de descobrir quem sou
outros vem povoar
a mente

o coração
que ocupado          
está mas não sei do que
tenho estado seca
fria
hostil
podre
nada mais mora em mim
se vem chucro do outro
chucro fica
e vem estonteante
agora fica chucro
contemplo transformações
doídas e feias presas em
casulos escuros

sem esperança
nem de lágrimas balsâmicas são dignas
cadê o eu que morava aqui
e eu conhecia???
esse fds morreu sobre o cavalo
a lingua pertuguesa em francês...
nos aniversários o mal que fiz
O peso que a gente leva...
no cheiro da fazenda e do pinhão
ou na Madonna com as mão na minhas costas....

me perdi de mim....